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terça-feira, 24 de maio de 2011
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Dilma anuncia pacote a agricultores familiares
A presidente Dilma Rousseff anunciou ontem (18) um pacote de benefícios aos agricultores familiares, reunidos em Brasília para o Grito da Terra. Entre as principais medidas do governo está a redução dos juros para acesso a investimentos por meio do Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf), que passarão a ser de, no máximo, 2% ao ano. Também foi anunciada a liberação de R$ 16 bilhões para o Plano Safra 2011/2012 dos agricultores familiares.
Plantações de melancia explodem na China
Algo inacreditável ocorreu na China: agricultores da região leste ficaram perplexos quando suas melancias começaram a explodir, uma por uma. Várias fazendas na província de Jiangsu perderam plantações por causa do problema.
Mas o que está causando a explosão? Primeiramente, o uso excessivo de uma substância química que ajuda frutas a crescerem mais rápido foi culpado. Porém, especialistas em agricultura foram incapazes de explicar por que frutas sem químicos estavam explodindo; ainda assim, citaram clima e tamanho anormal da melancia como fatores.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Alta do algodão fecha fábricas no RN
A alta de quase 200% no preço do algodão em pluma nos últimos oito meses provocou o fechamento de 80 tecelagens (de um total de 200) e a demissão de mais de 2 mil pessoas em Jardim de Piranhas, município a 287 km de Natal. A alta também afetou outros municípios potiguares. Segundo Joilson Borges, presidente da Associação de Tecelagens do Seridó, “isso não ocorria há 140 anos”, quando faltou algodão e os preços dispararam. A atividade têxtil é a base da economia de Jardim de Piranhas. Antes da crise, o setor empregava até 4,5 mil pessoas.
Grito da Terra: Agricultores familiares pedem rapidez na aprovação do novo Código
Agricultores familiares vindos de todo o país fizeram uma passeata nesta terça, dia 17, em Brasília. A mobilização faz parte da 17ª edição do Grito da Terra, evento em que os trabalhadores reivindicam melhorias para o campo. Os produtores também pediram agilidade na aprovação do novo Código Florestal.
terça-feira, 17 de maio de 2011
Servidores da EMATER-RN cobram pagamento do PCCS e também ameaçam greve
Os servidores do Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Norte também estão próximos do início de uma greve. Os profissionais cobram o pagamento previsto no Plano de Cargos, Carreira e Remuneração dos profissionais da autarquia, implantado pelo Governo do Estado e aprovado pela Assembleia Legislativa em 2010. Até o momento, apenas a primeira parcela do reajuste foi paga, em setembro, e não há previsão para o repasse das duas parcelas restantes.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Primeira universidade federal dentro de assentamento será no Paraná
O assentamento Oito de Junho, em Laranjeiras do Sul (PR), será o primeiro do país a sediar uma universidade federal. As obras do campus da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) começaram na última segunda-feira (2).
As aulas para os 500 estudantes iniciam em 2012 em cinco áreas do conhecimento voltadas à vocação econômica da região: Agronomia com ênfase em Agroecologia, Desenvolvimento Rural e Gestão Agroindustrial, Engenharia de Alimentos, Engenharia de Aquicultura e Licenciatura em Educação do Campo.
O Incra cedeu à universidade uma área de 42 hectares para implantação do primeiro prédio, de 5 mil metros quadrados. O campus definitivo engloba também outros 45 hectares doados em maio de 2010 pelas prefeituras de Porto Barreiro, Rio Bonito do Iguaçu, Nova Laranjeiras e Laranjeiras do Sul.
O presidente do Incra, Celso Lisboa de Lacerda, participou da assinatura do termo de cessão da área. Na ocasião disse que a instalação do campus em Laranjeiras do Sul é um grande avanço para a reforma agrária no País. “É a primeira universidade federal do País dentro de um assentamento e com certeza vai trazer muito desenvolvimento para a região”, declarou.
O campus é estrategicamente localizado no Território da Cidadania do Cantuquiriguaçu, de características rurais. De acordo com dados do Instituto Emater do Paraná, a produção primária é responsável por 33% do total do Território. Além disso, 50,8% da População Economicamente Ativa do Território refere-se a agricultores de base familiar (agricultores familiares e assentados da reforma agrária).
O vice-reitor da UFFS, Antônio Inácio Andriolli, lembrou que a Universidade originou-se à partir da mobilização social, assim como os assentamentos da reforma agrária no País. “A UFFS nasceu da dupla luta: da sociedade e também do governo. Nosso desafio é construirmos uma universidade pública, democrática e popular”, disse.
O superintendente regional do Incra no Paraná, Nilton Bezerra Guedes, destacou que, com a instalação da UFFS, a juventude rural não precisará sair do meio para estudar. “A Universidade será uma importante aliada para que possamos capacitar os assentados e viabilizar os assentamentos com base na produção agroecológica e preservação ambiental”, ressaltou.
O assentamento Oito de Junho foi criado em 2000 pelo Incra, a partir da desapropriação de um latifúndio improdutivo de 1.477 hectares. Ao todo 71 famílias vivem no assentamento. A principal atividade produtiva é a criação de gado leiteiro. De Laranjeiras do Sul, o leite é levado até São Miguel do Oeste (SC) para ser processado pela Cooperoeste Terra Viva, cooperativa formada por assentados da reforma agrária. Depois de embalado em caixas do tipo longa vida, segue para redes de varejo do Paraná e de Santa Catarina.
Um dos suportes da produção de leite no Oito de Junho é o Programa de Assessoria Técnica, Social e Ambiental à Reforma Agrária (ATES). Com o programa, foi implantada no assentamento a técnica do Pastoreio Racional Voisin (PRV), sistema intensivo de manejo do gado, da pastagem e do solo. A responsável pela aplicação da técnica é filha de assentados. Desieli Gomes de Amorin, 27 anos, é Técnica em Agroecologia formada pelo Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera). Atualmente, ela cursa Engenharia de Aquicultura na UFFS. Com o funcionamento da UFFS dentro do assentamento, Desieli acredita que seja possível reverter a tendência de migração da juventude rural. "O jovem quer mais oportunidades de estudo e de trabalho. Com a instalação da universidade, a juventude permanece no assentamento, aumentando a geração de renda dentro do próprio município".
Território da Cidadania
O Incra e a UFFS também formalizaram protocolo de intenções com objetivo de fomentar ações de ensino, pesquisa e extensão no âmbito da área de atuação da UFFS no Território do Cantuquiriguaçu. Ao todo, vivem cerca de 4,2 mil famílias assentadas no Território, que possui os três maiores projetos de assentamento do Incra no estado (PAs Celso Furtado, Ireno Alves dos Santos e Marcos Freire).
Ainda na sexta-feira (29), foi realizada a eleição do Conselho de Desenvolvimento do Território Cantuquiriguaçu (Condetec). Elemar Cezimbra, coordenador administrativo do campus da UFFS em Laranjeiras do Sul, foi eleito presidente por unanimidade.
As aulas para os 500 estudantes iniciam em 2012 em cinco áreas do conhecimento voltadas à vocação econômica da região: Agronomia com ênfase em Agroecologia, Desenvolvimento Rural e Gestão Agroindustrial, Engenharia de Alimentos, Engenharia de Aquicultura e Licenciatura em Educação do Campo.
O Incra cedeu à universidade uma área de 42 hectares para implantação do primeiro prédio, de 5 mil metros quadrados. O campus definitivo engloba também outros 45 hectares doados em maio de 2010 pelas prefeituras de Porto Barreiro, Rio Bonito do Iguaçu, Nova Laranjeiras e Laranjeiras do Sul.
O presidente do Incra, Celso Lisboa de Lacerda, participou da assinatura do termo de cessão da área. Na ocasião disse que a instalação do campus em Laranjeiras do Sul é um grande avanço para a reforma agrária no País. “É a primeira universidade federal do País dentro de um assentamento e com certeza vai trazer muito desenvolvimento para a região”, declarou.
O campus é estrategicamente localizado no Território da Cidadania do Cantuquiriguaçu, de características rurais. De acordo com dados do Instituto Emater do Paraná, a produção primária é responsável por 33% do total do Território. Além disso, 50,8% da População Economicamente Ativa do Território refere-se a agricultores de base familiar (agricultores familiares e assentados da reforma agrária).
O vice-reitor da UFFS, Antônio Inácio Andriolli, lembrou que a Universidade originou-se à partir da mobilização social, assim como os assentamentos da reforma agrária no País. “A UFFS nasceu da dupla luta: da sociedade e também do governo. Nosso desafio é construirmos uma universidade pública, democrática e popular”, disse.
O superintendente regional do Incra no Paraná, Nilton Bezerra Guedes, destacou que, com a instalação da UFFS, a juventude rural não precisará sair do meio para estudar. “A Universidade será uma importante aliada para que possamos capacitar os assentados e viabilizar os assentamentos com base na produção agroecológica e preservação ambiental”, ressaltou.
O assentamento Oito de Junho foi criado em 2000 pelo Incra, a partir da desapropriação de um latifúndio improdutivo de 1.477 hectares. Ao todo 71 famílias vivem no assentamento. A principal atividade produtiva é a criação de gado leiteiro. De Laranjeiras do Sul, o leite é levado até São Miguel do Oeste (SC) para ser processado pela Cooperoeste Terra Viva, cooperativa formada por assentados da reforma agrária. Depois de embalado em caixas do tipo longa vida, segue para redes de varejo do Paraná e de Santa Catarina.
Um dos suportes da produção de leite no Oito de Junho é o Programa de Assessoria Técnica, Social e Ambiental à Reforma Agrária (ATES). Com o programa, foi implantada no assentamento a técnica do Pastoreio Racional Voisin (PRV), sistema intensivo de manejo do gado, da pastagem e do solo. A responsável pela aplicação da técnica é filha de assentados. Desieli Gomes de Amorin, 27 anos, é Técnica em Agroecologia formada pelo Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera). Atualmente, ela cursa Engenharia de Aquicultura na UFFS. Com o funcionamento da UFFS dentro do assentamento, Desieli acredita que seja possível reverter a tendência de migração da juventude rural. "O jovem quer mais oportunidades de estudo e de trabalho. Com a instalação da universidade, a juventude permanece no assentamento, aumentando a geração de renda dentro do próprio município".
Território da Cidadania
O Incra e a UFFS também formalizaram protocolo de intenções com objetivo de fomentar ações de ensino, pesquisa e extensão no âmbito da área de atuação da UFFS no Território do Cantuquiriguaçu. Ao todo, vivem cerca de 4,2 mil famílias assentadas no Território, que possui os três maiores projetos de assentamento do Incra no estado (PAs Celso Furtado, Ireno Alves dos Santos e Marcos Freire).
Ainda na sexta-feira (29), foi realizada a eleição do Conselho de Desenvolvimento do Território Cantuquiriguaçu (Condetec). Elemar Cezimbra, coordenador administrativo do campus da UFFS em Laranjeiras do Sul, foi eleito presidente por unanimidade.
O Território da Cidadania Cantuquiriguaçu abrange uma área de 13.986,40 quilômetros quadrados e é composto por 20 municípios: Pinhão, Campo Bonito, Candói, Cantagalo, Catanduvas, Diamante do Sul, Espigão Alto do Iguaçu, Foz do Jordão, Goioxim, Guaraniaçu, Ibema, Laranjeiras do Sul, Marquinho, Nova Laranjeiras, Porto Barreiro, Quedas do Iguaçu, Reserva do Iguaçu, Rio Bonito do Iguaçu, Virmond e Três Barras do Paraná.
Fonte: MDA
Ministro anuncia novas categorias de produtos no Mais Alimentos
Os produtores familiares de cana-de-açúcar e de café já podem adquirir colheitadeiras financiadas por meio do programa Mais Alimentos. São três modelos destinados à colheita de café e uma à colheita de cana. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (4), pelo ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, durante visita à Agrishow. A inclusão destes maquinários deve-se a uma solicitação de cooperativas que representam produtores destas culturas.
Florence destacou a importância da agricultura familiar e lembrou que esta é a origem de 70% dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros. No caso do café, por exemplo, este percentual chega a 75%.
Florence destacou a importância da agricultura familiar e lembrou que esta é a origem de 70% dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros. No caso do café, por exemplo, este percentual chega a 75%.
Fonte: Brasil Econômico
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Comissão Pastoral da Terra pede a Dilma que avance na reforma agrária
A Comissão Pastoral da Terra (CPT), ligada à Igreja Católica, concluiu que houve em 2010 uma redução de 44% no número de famílias assentadas em todo o Brasil em comparação a 2009. A entidade também informou que caiu 72% a quantidade de terras destinadas à reforma agrária no país. A CPT critica ainda a falta de apoio à agricultura familiar.
A comissão divulgou documento em que pede a atenção do governo da presidente Dilma Rousseff para os desafios na reforma agrária e agricultura familiar. O comando da CPT sugere que sejam aplicadas políticas de estímulo à agricultura familiar e à manutenção dos agricultores no campo. Para a comissão, o governo Luiz Inácio Lula da Silva avançou na “formação [consciente] de consumidores”, mas falta ainda evoluir no que se refere aos cidadãos.
“Assim, diante das demandas da reforma agrária e da agricultura familiar e camponesa, é imensa a missão da presidente da República recentemente eleita. Com o apoio da maioria do Congresso Nacional, a presidente efetivamente terá, nesses campos estratégicos, a missão de fazer a reforma agrária que nunca foi feita no Brasil”, conclui no documento a entidade.
Para a comissão, o governo Dilma deve elencar a reforma agrária como prioridade com base em, pelo menos, sete pilares, entre eles adotar ações efetivas para o estímulo à agricultura familiar, garantir um orçamento adequado para o setor, propor um modelo de produção alimentar baseado na agricultura familiar e limitar o tamanho da propriedade da terra.
A CPT sugere ainda que o governo assegure a aprovação da proposta – que está no Congresso – determinando o confisco de terras onde há exploração de mão de obra escrava; além de garantias de demarcação das terras indígenas e quilombolas, e da atualização dos índices de produtividade.
A conclusão está no balanço sobre reforma agrária em 2010 divulgado pela CPT. Para a entidade, o desenvolvimento econômico e social está diretamente relacionado à eficiência da política de reforma agrária. “No Brasil, não poderá haver desenvolvimento alternativo, democrático e sustentável sem uma reforma agrária intensa e extensa”, defende o estudo.
Os dados do governo Lula, relativos aos dois mandatos, ainda não foram fechados, mas estimativas indicam a participação de cerca de 480 mil famílias em 3.621 ocupações de terra ao longo desse período. As informações da entidade são atribuídas ao Núcleo de Estudos, Pesquisa e Projetos de Reforma Agrária (Nera).
Para a comissão, os programas de preservação ambiental dependem também do apoio da reforma agrária e de programas de agricultura familiar. “São partes essenciais desse esforço inadiável para se alcançar a sustentabilidade desejada na agricultura, na produção de alimentos e nos modelos produtivos”, diz o balanço.
A CPT lembra que há uma “histórica disputa” no Brasil entre os defensores da reforma agrária e os contrários à proposta. Para a comissão, há um desequilíbrio entre os adversários. Mas a entidade reconheceu que há um esforço das autoridades para combater, por exemplo, o trabalho escravo. De acordo com dados do órgão, 37 mil trabalhadores de campo que atuavam em situação degradante foram libertados desde o governo Fernando Henrique Cardoso.
Porém, a entidade apelou para que o governo dê prioridade à situação das comunidades dos quilombolas – descendentes de escravos. De acordo com a CPT, essa população é vítima de um trabalho “de escravidão”. Pelos dados, ainda há mais de 3 mil comunidades, em 24 estados brasileiros, à espera de títulos definitivos de terra.
Fonte: Agência Brasil
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Embrapa Hortaliças inicia pesquisas para gerar novas cultivares de alface
Uma das hortaliças mais consumidas no Brasil, a alface agora também faz parte dos programas de melhoramento da Embrapa. Em 2011, a Embrapa Hortaliças (Brasília-DF) inicia estudos visando gerar novas cultivares para atender o mercado nacional. De acordo com o pesquisador Fábio Suinaga, que coordena o projeto, as atividades de pesquisa vão buscar desenvolver novos materiais de alface crespa e americana.
A opção por esses tipos de alface está relacionada à demanda do consumidor, conforme explica o pesquisador. “No Brasil, o segmento predominante é o da alface crespa, com cerca de 65% do mercado, seguido das variedades do tipo americana, com 20%.” Um dos desafios da pesquisa será conciliar produção com as exigências climáticas no País. Segundo Fábio Suinaga, a tolerância a altas temperaturas é uma característica primordial para a alface em regiões tropicais, uma vez que o calor causa o florescimento precoce das plantas e pode inviabilizar a produção comercial.
Além da tolerância a temperaturas elevadas, a primeira fase do programa de melhoramento vai desenvolver plantas com resistência ao mosaico, uma doença provocada pelo Lettuce mosaic virus (LMV). Para Fábio Suinaga, esses são os mais importantes problemas da cultura, mas não são os únicos objetivos da pesquisa. “Esta fase do programa também buscará obter progênies de alface com resistência durável ao míldio e ao nematóide das galhas. Esses materiais serão utilizados para o desenvolvimento de cultivares comerciais”, explica o pesquisador.
De acordo com o pesquisador, outra vertente importante do programa é a adaptação de cultivares a ambientes menos favoráveis, com maior eficiência no uso da água e do calcário. “A carência da água pode causar alterações em algumas características da alface, como a redução no tempo de prateleira e a perda de alguns compostos benéficos à saúde”, afirma.
A opção por esses tipos de alface está relacionada à demanda do consumidor, conforme explica o pesquisador. “No Brasil, o segmento predominante é o da alface crespa, com cerca de 65% do mercado, seguido das variedades do tipo americana, com 20%.” Um dos desafios da pesquisa será conciliar produção com as exigências climáticas no País. Segundo Fábio Suinaga, a tolerância a altas temperaturas é uma característica primordial para a alface em regiões tropicais, uma vez que o calor causa o florescimento precoce das plantas e pode inviabilizar a produção comercial.
Além da tolerância a temperaturas elevadas, a primeira fase do programa de melhoramento vai desenvolver plantas com resistência ao mosaico, uma doença provocada pelo Lettuce mosaic virus (LMV). Para Fábio Suinaga, esses são os mais importantes problemas da cultura, mas não são os únicos objetivos da pesquisa. “Esta fase do programa também buscará obter progênies de alface com resistência durável ao míldio e ao nematóide das galhas. Esses materiais serão utilizados para o desenvolvimento de cultivares comerciais”, explica o pesquisador.
De acordo com o pesquisador, outra vertente importante do programa é a adaptação de cultivares a ambientes menos favoráveis, com maior eficiência no uso da água e do calcário. “A carência da água pode causar alterações em algumas características da alface, como a redução no tempo de prateleira e a perda de alguns compostos benéficos à saúde”, afirma.
Fonte: EMBRAPA
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